A importância de medir e mensurar resultados

Muitos gestores hoje em dia, se encontram extremamente atarefados, imersos em uma quantidade significativa de problemas a serem resolvidos. Isto acaba por gerar a mentalidade de gestão “Tipo Bombeiro”, diluindo seu tempo no cumprimento de tarefas operacionais e na resolução de conflitos.

Para que um gestor consiga bons resultados neste tipo de comportamento, exige-se muito feeling, e mesmo assim, ainda existe uma grande probabilidade de erros, decorrente de “ilusões de óticas” presente no dia-a-dia de todos.

Estas “ilusões de ótica” consistem na predisposição a não conseguir enxergar os fatos como verdadeiramente se apresentam, reforçando com tendências e distorções mais positivas ou negativas do que verdadeiramente são. Isto pode acontecer por vários fatores: questões comportamentais, pela forma com que nos relacionamos com nossos liderados, por não possuir os fatos em sua plenitude, etc… Por exemplo, um gestor de um hotel pode tender a enxergar um fato, como os roubos que acontecem no frigobar do hotel, como algo extremamente grave, motivado pela sua ética e senso moral, porem quando se observa o impacto disto nos custos no hotel entende-se que isto representa apenas 0,001% dos custos, mostrando que mesmo sendo um fato extremamente desagradável, possui uma pequena representatividade quando observado dentro de um contexto.

Por isso, acredito que um dos principais desafios dos gestores está em estabelecer senso de prioridade. Saber, com um olhar sistêmico, os resultados apresentados pela organização, e saber qual merece mais sua atenção. Assim focando seus esforços, seja tempo ou recursos financeiros.

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Muitos empresários, me questionam sobre fatores de motivação e engajamento da equipe, querendo saber como fazer para melhorá-los. Penso que questões comportamentais e de relacionamento interpessoal pode ajudar no processo, mas não são os únicos fatores. Para mim, uma pessoa só se permite ser liderado por alguém em quem ela confie de fato, isto independe da admiração pessoal. Por este motivo, é comum encontrarmos colaboradores que possuem real admiração pelos seus gestores, mas não os veem de fato como lideres, pela falta de confiança em sua condução.

A confiança pode ser gerada mais facilmente quando o gestor tem segurança de suas ações, e para isto é de extrema importância possuir indicadores de desempenho.

Como sabemos para onde vamos se não sabemos de fatos onde estamos? Como gerar constância de propósito se não conhecemos nossos resultados? Como possuir senso de prioridade?

Quando pergunto para meus clientes qual a importância de medir, é comum ouvir respostas voltadas a planejamento estratégico e a tomada de decisões. Em uma primeira camada, é isto mesmo, mas se formos mais afundo, vemos que este fator esta diretamente relacionado a capacidade inerente de liderança e consequentemente ao engajamento e a motivação da nossa equipe.

Artigo produzido pelo consultor: Rafael Augusto Roque – Engenheiro de Produção formado pela Universidade Estadual de Maringá, Pós-graduado em Administração na FGV, Consultor e Instrutor de Gestão Empresarial, Qualidade, Processos, Produção e Inovação.

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